quarta-feira, 14 de abril de 2010

PRATIQUE

Hoje eu decidi desamar, decidi escolher por mim, decidi acordar e pensar no desamor. Dar um tempo para o meu coração, respirar e ir embora com o ar livre. Sem pensar em nada, só seguindo o ritmo dos meus passos, sem deixar vestígios do meu amor. Então, des-amei. Mas não para sempre, porque a solidão não é tão boa assim.
O desamor não é parar de amar, simplesmente, sair um pouco da rotina. Ou até mesmo, escolher alguém que você nunca pensaria em encontrar no seu dia a dia. Talvez, alguma amizade que não costuma ser tão próxima de você, para conhecer melhor e também para praticar esse novo "lance". Essa seria uma boa ideia, para quem sofre muito, para quem é preso aos sentimentos. Alivia a dor e a alma.
Não pense, que estou dizendo que o amor é uma coisa ruim. Muito pelo ao contrário, é a melhor coisa do mundo. Mas sempre que for um exagero, é bom equilibrar as coisas, então, é melhor você parar para colocar tudo no lugar novamente e assim seguir tranquilo. O amor, também , pode voltar mais forte que antes e muito mais intensificado, e com certeza, pode trazer muito mais a felicidade.

Então, PRATIQUE! Mesmo que se for só por um dia ou um momento, vai fazer uma total diferença na sua vida.

"O nosso amor a gente inventa para se distrair..."

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ela fazia tudo errado

Momentos em que sua vida acaba e recomeça em um único segundo, por um simples oi ou tchau! Ela achava isso errado, mas sempre continuava, pois se achava interessante demais para as coisas fáceis e muito complicada para histórias difíceis. Não sabia onde começava ou terminava uma linha, simplesmente, escrevia sua encantadora poesia da vida. Seus sentimentos, aguarravam as pessoas tão intensamente, que paralizava todos os modos de defesa e as prendiam em torno dela. Sentia-se sozinha, quando podia ter o mundo e se cansava das suas habilidades de ser uma pessoa melhor. Desistia de tudo o que sabia demais e sobre o que ela desconhecia, ela queria sempre estar por perto, para entender mais, para embebecer a sua curiosidade. Apaixonada pelos seus atos maldosos, querendo amar constantemente e não amando ao mesmo tempo. Uma incognita em forma de gente pura e nada era mais simples do que sua inteligência, do que seu entusiasmo. Um infinito com poucas peças de quebra-cabeça, porque ainda faltam outros seres para completá-la...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Outras baladas de amor

O que se sente, é a maior dúvida. Em pensar milhares e milhares de vezes que eu preciso de você a cada segundo do dia e o desejo de ter-te ao meu lado, é incontrolável. Tanto é, que explode dentro dos sonhos e do corpo e permanece vivo, mesmo não estando aqui. Você, apenas em pensamento, desperta-me o bom e a vontade de um abraço ainda mais intenso, atraindo meu encanto.
Temos rotas diferentes a cumprir, distantes pelo destino e unidos pelas vozes. Mas, como todos sabem, eu não irei desistir tão fácil de você...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

E se...

E se eu te abraçasse, o que você sentiria?
E se eu te falasse toda a falta que você me faz?
Espero-te ansiosamente...
Porque em todos os momentos, você esteve lá, em meu coração!
As cores do seu vestido, estão cinza agora...
Mas podem ter o seu valor!
Basta você estar de volta
Porque eu preciso de força para continuar
Porque eu preciso de você
Porque você é tudo para mim
Mas basta você estar aqui...
Eu quero te abraçar agora
E você está do outro lado!
Não importa, antes era o paraíso, apesar das brigas
Eu era melhor com você
Por isso, agora, eu choro!
Você é a falta e a presença, você é minha vida...
Isso tudo é pra dizer o quanto eu te amo, até o fim...até o fim!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Navegar em uma mente sem mim.

Fecho os olhos para tentar mudar meu mundo com os pequenos detalhes, mas nada sobra, só pensamentos se acumulam com um ritmo acelerado. Perco-me no tempo, sem rumo e fico. Quero fugir de mim, quero calar minha mente, é quase um rumo sem saída. Como se perde de você? Como se ganha alguém? Como imaginar uma outra pessoa? Como desvendar um futuro? Como ganhar-se? Como perder-se? Como ir sem dar explicações?
Meu pequeno quadrado, onde eu guardava as lembranças, foi perdendo sua forma e ganhando um novo aspecto, algo abstrato. Fui adquirindo medo de tudo e continuei caminhando, desviei caminhos e me perdi. "Como saber o que é o amor?" são as palavras de última hora, quando você percebe o quanto andou e nada se fez pelo trajeto. Ninguém sabe o que é. Aquilo tudo que era fixado no meu pulsante órgão, tornou-se algo inválido. Quero um momento só meu, mas sem mim, ou melhor, sem meus resistentes neurônios pensantes.
Por mim, daria minha mão ao vento, prenderia-me na liberdade e vagaria com a minha alma leve. Mas algo mais forte que eu, pede para ficar, pede para proteger, pede para cuidar. Então permaneço, sem saber como se ama, mas amando na mesma intensidade.

"Procuro a solidão, como o ar procura o chão..."

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tão de repente

Eu não me sinto mais. Eu não ouço mais. Não reclamo mais. Não falo mais. Não chamo mais. O que é o meu nome? Sinto-me como a lembrança do esquecimento e me tenho na presença do não ser. Quero tudo e nada, quero você!
Quero tanto que suplico ao meu desejo para que ela me despreze até o fim, pois não quero perdê-lo. Mas o teu encanto está completando os meus poros de tentação e minha mente de alucinação. Quero como os amantes da Lua, que a veem daqui da Terra, a distância que permanecem e que lhe preenchem o coração. Quero tanto que pouco eu posso pedir-lhe isso, eu não tenho autoridade o bastante para que você me veja. Quero o direito de ter e não poder, quero porque te suspiro todos os dias. Oscilo demais, penso demais, navego demais e fico. Fico, porque não tenho escolha ou tenho, mas o medo é quem me diz o que eu faço.

Por isso, luto pela minha causa desconhecida, porque talvez...Talvez, você me queira, liberdade!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quando acordar...

Você pode descobrir que eu fui embora e que deixei tudo desarrumado. Não me preocupei em dobrar o cobertor, de fechar as janelas, só lhe dei um beijo no rosto, antes de ir. Fui e deixei vestígios por ai, para que você pudesse me encontrar, cedo ou tarde. Você acorda, preocupado, percebe que perdeu parte da sua manhã e olha o travesseiro ao lado, ninguém. Então, você tenta se encontrar entre os lençóis e percebe, que eu não voltei mais essa noite, não preparei o jantar e nem o café. Aos poucos, lembra dos dias chuvosos e frios, ficávamos alí mesmo, onde você está agora.
Meu bem, estive longe e deixei meus segredos com você, para você me procurar, mas você não entendeu a mensagem e decidiu desistir. Já preparei várias mesas, já mudei muitas vezes e você continua... sentado, esperando a minha volta. Digo-lhe não volto, não volto pelo simples motivo, de não lhe amar mais, amo outros risos e sorrisos, amo o modo como a vida me trouxe até aqui, amo as histórias que construí. Não se sinta chateado, afinal, tente se levantar, pelo menos uma vez. Vá atrás dos seus sonhos e amores...