Fecho os olhos para tentar mudar meu mundo com os pequenos detalhes, mas nada sobra, só pensamentos se acumulam com um ritmo acelerado. Perco-me no tempo, sem rumo e fico. Quero fugir de mim, quero calar minha mente, é quase um rumo sem saída. Como se perde de você? Como se ganha alguém? Como imaginar uma outra pessoa? Como desvendar um futuro? Como ganhar-se? Como perder-se? Como ir sem dar explicações?
Meu pequeno quadrado, onde eu guardava as lembranças, foi perdendo sua forma e ganhando um novo aspecto, algo abstrato. Fui adquirindo medo de tudo e continuei caminhando, desviei caminhos e me perdi. "Como saber o que é o amor?" são as palavras de última hora, quando você percebe o quanto andou e nada se fez pelo trajeto. Ninguém sabe o que é. Aquilo tudo que era fixado no meu pulsante órgão, tornou-se algo inválido. Quero um momento só meu, mas sem mim, ou melhor, sem meus resistentes neurônios pensantes.
Por mim, daria minha mão ao vento, prenderia-me na liberdade e vagaria com a minha alma leve. Mas algo mais forte que eu, pede para ficar, pede para proteger, pede para cuidar. Então permaneço, sem saber como se ama, mas amando na mesma intensidade.
"Procuro a solidão, como o ar procura o chão..."
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