quarta-feira, 17 de junho de 2009

Não importa!

Cada vez que eu me aproximo, em uma tentativa de tê-lo mais quente, você some, deixando apenas o seu cheiro pelo caminho. Da sua boca, dos seus lábios, a sua língua, já não sinto mais beijos e também não ouço mais a sua voz. Nossos ósculos ferventes, que já foram tão próximos, ficaram marcados apenas na memória. Ahh, lembranças tristes da minha pele, que as suas mãos deslizavam pelo meu corpo e se entrelaçavam pelos meus cabelos. O que importa?
Pouco a pouco, meu corpo vai perdendo a temperatura, pois o seu já não está mais tão perto. Os meus olhos vão se fixando nos móveis e nos lugares que ainda permanecem as lembranças. Minhas mãos soltas, frias, já estão a procura do seu rosto para acariciá-lo. Descansei-me na loucura, para sonhar com a esperança de tê-lo de volta.

“Talvez seja ele, ainda, o segredo do riso dela. Não há memória mais terrível do que a da pele; a cabeça pensa que esquece, o coração sente que passou, e a pele arde, invulnerável ao tempo.” (nês Pedrosa)

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