E assim, de detalhe em detalhe, que o teu 'eu' foi desenhando no meu papel em branco. Sem quase perceber, que do preto e branco, foi saindo cores e mais cores, na qual eu me sinto encantada, em cada traço dos nossos tempos. Em um arco-íris você me desenha e na ponta da ponte, eu lhe vejo longe.
Eu e você, em uma frequência que eu tenho medo de dizer, como se nós dois não soubessemos para que lado foram pedaços de nós, que talvez devem ter se encontrado sem que nós percebessemos. "É como se a gente presentisse tudo que o amor não disse"(Lenine). Digo agora a minha aflição que ficou presa no ar e que me sufoca por palavras que não posso dizer à você. O meu amor ao teu, está sendo construído pela essência do silêncio com o tempero da irônia da paixão.
"Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Mas somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
E digo." - Lenine
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